No meu era uma vez, em um mundo de fantasia,
Perdi-me na insanidade e encontrei a poesia...
— Vanessa Araujo —
Em momentos intensos, em tempos de fúria, encontrei-me em um novo período, em plena reflexão poética e ilusória. Vivi a utopia em jogos de palavras redundantes e deliciosamente cruéis. Esses foram meus momentos, foi assim que surgiu Poética, uma coletânea com as minhas mais queridas poesias.
Esse livro foi uma ideia de um grande e precioso amor, de um companheiro fiel que acreditou em meu talento e na minha escrita, que se deliciou com meus textos e me fez levar adiante um sonho há muito perdido. Ele devolveu minha fé, me segurou quando eu estava prestes a cair, esteve na linha de frente das minhas batalhas, foi o meu anjo humano. E agora, resgatando meu lado literário por completo, eu não podia deixar a Poética de lado. Decidi expor minhas poesias aqui, no Mundo B-Fly.
Quero deixar claro que não entendo nada de poesias, de estilos, de contagem de estrofes, de nada disso! Apenas deixei as palavras fluírem, interagirem entre si, e ganharem vida. Na estreia desta coluna, "Morrem os Fatos" foi o jogo de palavras escolhido, como simbolismo de exterminar o passado, que realmente já nem existe mais... e trazer apenas as boas lembranças comigo. Este é o meu lado Poética, que não ouso descartar por nada!
— Morrem os Fatos —
O que são fatos?
Realidades vividas?
Sombras de uma vida?
Uma história escrita?
Fatos deturpados,
Realidades escondidas,
Segredos transformados,
Mentiras ditas.
E o que importam os fatos?
Eu fiz o meu destino,
Encontrei meu assassino,
Mostrei-lhe o caminho.
Fatos são apenas fatos.
Mudaram a realidade,
Escreveram minha história,
Esconderam a verdade.
Deturparam segredos,
Mudaram meus atos,
Busquei uma nova vitória,
Morrem os fatos.

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