Escrevi este texto para uma pessoa especial e prometi que nunca iria postá-lo. Contudo, quebrarei tal promessa, porque acho que essas palavras falam muito sobre o momento que vivo agora, e também já não são mais direcionadas a ela, mas a uma turma que diz o que quer, que aponta o dedo na face alheia e que nunca olha para seus próprios erros... Muitos dos que hoje me acusam são os mesmos que criam fantasias perigosas e as tomam como realidade, colocando os outros em situações constrangedoras com suas mentiras, que falaram mal dos seus próprios familiares e que agora vivem puxando o saco dos mesmos, pessoas que aprontaram inúmeras “artes” e que se esqueceram delas porque é mais fácil criticar o próximo... Que este texto desperte a todos, pois ainda tenho fé em vocês, tenho fé na humanidade...
QUANDO ME PERDI
Um novo dia surge e passei mais uma noite insone. E me pergunto: Por quê? Mas eu tenho tantos “por quês” que não sei por onde começar.
Por que eu vivo? Por que eu amo? Por que odeio? Por que devo prosseguir na jornada que escolhi para mim?... Sim, as questões são muitas. Por tanto tempo me indaguei sobre tudo, procurei quem pudesse me dar respostas. Doce e triste engano... Todos os esclarecimentos estavam dentro de mim.
Por tanto tempo me preocupei com fatuidades, coisas que não deveriam bagunçar minha mente da forma que fizeram. Entretanto, assumo a culpa, afinal, eu me permiti isso. E... quer saber? Minha felicidade é cara demais para se esvair em um preço tão barato como este. Não me importa mais se serei amada ou não – aliás, nunca importou de verdade. – Não quero saber se serei considerada boa ou ruim. Sou boa para mim, sou boa no que faço... E faço bem, porque faço com amor. Se esse é meu mundo, se vivo na fantasia, dane-se. É assim que sou feliz e ninguém, absolutamente ninguém, terá o direito de tirar esse sentimento de mim.
Olhe dentro de si mesmo. Cada um de vocês. Visitem seus corações. Eu fiz isso... e valeu a pena! Valeu cada segundo perdido tentando me encontrar... Porque me perdi. E quando me perdi, me encontrei. Foi procurando por mim mesma que entendi que não precisava me procurar, pois eu estava aqui o tempo todo. Sou feliz fazendo o que faço. Sou feliz escrevendo. E não quero deixar de ser feliz. Porque essa sou eu, essa maluca que escreve textos agressivos, fortes, intensos, essa sou eu! E gosto de mim assim. Sim, eu estava aqui o tempo todo, mas me ceguei na escuridão que colocaram em meus olhos, me deixei acreditar e me levar por um caminho de sombras que pintei – e que tantos ajudaram a deturpar ainda mais. – E que se dane se tenho talento ou não, sou feliz assim, não é isso que importa? Não quero saber se irão gostar do que escrevo ou se odiarão meus textos. Dou um “que se lasque!” para o mundo. Sabe por quê? – outro “por quê” – Porque estou feliz! E foi essa felicidade que quiseram destruir, pois estava incomodando.
Ora, não há tempo para tudo? Faça a sua parte que farei a minha. Sejamos felizes, por caminhos paralelos, mas sejamos. Dane-se quem é melhor e quem não é. Não estou aqui para agradar, mas para viver. E se é para viver, que seja bem vivido. Olhe para o mundo, olhe o que tem ao nosso redor... Viva o seu e permita que eu viva no meu, da maneira que escolhi, do jeito que sou, porque não estou te prejudicando em nada. Pelo contrário, estive ali – de maneira virtual, admito –, te estendendo a mão quando você precisou. E foi bom... Bom para você, bom para mim, bom para todos.
Não quero aplausos. Não mais... Percebi que isso é vaidade inútil. Só quero continuar sendo feliz.
As lágrimas escorrem nesse momento. Porém, essas mesmas lágrimas descem pela minha face e encontram o sorriso que está estampado nos meus lábios. Um sorriso de satisfação. Porque eu estava perdida... E me encontrei. Precisei me perder para encontrar a sonhadora dentro de mim. Mas a encontrei!
Sou, para alguns, a perfeccionista chata. Para outros, a intolerante que fala na cara, pois odeia falsidade, e que destruiu amizades por conta disso. Para você, sou o mal encarnado. Sou mesmo? Prefiro ser a chata perfeccionista intolerante, personificada como o próprio mal, a ser um talento à custa alheia. Portanto, faça como eu, reveja seus conceitos e se encontre. Porque o mesmo feitiço que lançou, agora se volta contra ti. Estão tão perdidos em suas ilusórias utopias que já não sabem mais quem são. Mas eu sei, porque um dia os chamei de anjos... Então, olhem para dentro de si mesmos e se enxerguem ali, tragam os anjos de volta, porque me cansei dos seus demônios, da hipocrisia, da falsidade e das palavras cruéis. Sejam uma coisa ou outra, mostrem-se de uma só vez. Pois só odeia quem um dia amou. Voltem a amar, retornem, regressem aos seus âmagos e encontrem-se... como eu me encontrei. Ainda tenho fé em todos!
Não desisti, não sou fraca a esse ponto. Apenas entendi, o que é bem diferente! Percebi que o mundo passa, que tudo o que levaremos é o que temos em nosso coração. E mesmo que ainda não seja nossa hora de partir, sempre surgirá alguém melhor e que será mais admirado. É quando sorriremos... Pois teremos nos encontrado e entenderemos tudo. Porque lembraremos que foi quando nos perdemos que realmente nos encontramos.
Cada um tem o seu tempo. Grandiosos escritos levaram anos para chegarem ao término. Outros tantos, tão bons quanto os primeiros, levaram dias, talvez horas, e nem por isso perderam o delicioso sabor. Faça as coisas no seu tempo que farei as minhas no meu. Simples assim.
Um bom conselho: quem se preocupa demais em ver o que os outros fazem não está feliz. Pense nisso!
Eu me preocupava demais com o que eu fazia. Agora, não. Agora, eu simplesmente faço e pronto. Se demorou dias ou anos, quem se importa? Nem eu me importo! Dane-se tudo, dane-se o mundo, dane-se o que pensam ou deixam de pensar de mim. Eu sou eu... só quero continuar sendo eu.
Simples assim...
Ainda tenho fé em vocês, ainda tenho fé na humanidade.
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Texto de Vanessa Araujo, postado em 09 de Fevereiro de 2016, no Blog Quid pro Quo.

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