segunda-feira, 24 de abril de 2023

Resenha: A Fantástica Fábrica de Chocolate

  


Os clássicos são eternos... e os clássicos dos clássicos são marcantes. Dificilmente me rendo aos remakes, pois já estou calejada e traumatizada de tanta porcaria. Desde Footloose que olho torto para os remakes, imaginando qual merda tem na cabeça dos roteiristas para estragar o que é bom e transformar em algo intragável. Creio que o remake de A Fantástica Fábrica de Chocolate é um dos poucos que me encantam, levando-me a assistir, com profunda nostalgia, várias e várias vezes. Aliás, o próprio remake já se tornou um clássico, afinal, dezesseis anos depois, continua encantando e divertindo.

FICHA TÉCNICA
• Gênero: Fantasia
• Direção: Tim Burton
• Roteiro: John August
• Produção: Brad Grey, Richard D. Zanuck, Michael Siegel
• Duração: 114 minutos
• Distribuição: Warner Bros
• Ano: 2005

SINOPSE: Charlie Bucket é um menino pobre que encontra um dos cobiçados “bilhetes dourados” que lhe dá o direito a um carregamento vitalício de chocolates Wonka, além de poder conhecer a misteriosa fábrica de chocolates. Charlie e mais quatro crianças passeiam pelo lugar, contudo, Willy Wonka, dono da fábrica, não é o tio gente boa que todos esperavam, mas uma figura excêntrica e manipuladora. As crianças, ao mesmo tempo em que mergulham de cabeça nos seus desejos, pagam um preço alto por isso. É quando se deparam com a realidade sobre a analogia mais perfeita do mundo de Willy Wonka... Não entraram na perfeita Terra de Oz, mas no Jardim do Éden. Ou seja, encantador, contudo, território da serpente.

ATUAÇÃO: Essa nova adaptação do livro de Roald Dahl – cuja película cinematográfica recebe o mesmo título – apresenta Johnny Depp na pele de Willy Wonka. Um verdadeiro profissional em encenar papéis excêntricos, Johnny – como sempre – nos brindou com seu talento mais que perfeito. Suas expressões faciais e corporais nos conduzem à mente do personagem, mostrando sua dor, seus tormentos internos e suas ansiedades.

ROTEIRO: Quanto ao roteiro, John August merece pontos extras. Afinal, soube conduzir com maestria o enredo de Roald Dahl. Nessa versão, o passado de Willy foi revelado, apontando todos os motivos do claustro que o protagonista criou para si mesmo.

ENREDO:
 O curioso – e, devo acrescentar, esplêndido – trabalho em equipe do diretor (mesmo não curtindo muito os filmes dirigidos por Tim Burton, aplaudo o trabalho dele), roteirista e ator nos mostrou que, de certa forma, Willy Wonka guardou sua alma inocente, não se corrompendo à maldade que permeia o mundo. Filho do melhor dentista da cidade, Willy foge de casa ainda criança pelo motivo mais banal: o pai não o deixava comer doces. Ao experimentar o exuberante sabor de um chocolate, traçou um rumo certo para sua existência, e não descansou até conquistar seus objetivos. Em meio a muitos percalços, venceu. No entanto, Willy se trancou em sua fantasia real – a fábrica – e ali ficou, em um mundo mágico, feito de doces... Um universo que pertencia somente a ele – e aos exóticos Oompa Loompas. – E a chegada de Charlie muda os fatos... E o coração de Willy.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Em minha opinião, não há críticas que se apóiem em algum fundamento. O filme é perfeito, delicioso, um excelente programa para a família. Mesmo me considerando uma leiga no assunto, os efeitos também merecem seus elogios, pois conduzem nossas mentes ao imaginário infantil mais conhecido: um mundo feito de doces. Não apenas recomendo, como, também, tenho a certeza de que assistirei ao filme inúmeras vezes.

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