Gosto desse texto, pois me causa uma sublime nostalgia da época em que escrevia a série Filhos do Pecado. Doce Tortura é um jogo de palavras que descreve, de forma poética, a sedução furiosa entre dois personagens. Uma discrepância os assola, conduzindo-os a perigosa batalha entre a fúria e a paixão. Sim, doce e truculento, uma controvérsia que, mesmo sendo inexplicável, faz muito sentido.
Lienne e Persis, o casal em questão, vivem entre beijos e socos, trocas de farpas, alfinetadas sarcásticas e olhares lascivos. Inimigos que unem os lábios quando a vontade os assola, oponentes que se deleitam nos braços um do outro quando a batalha dá uma pausa, arrefecendo os ímpetos truculentos de ambos. Se um é o destino do outro, só lendo a série para saber. Porém, uma coisa é certa, Lienne e Persis é uma das melhores duplas que Filhos do Pecado pode apresentar.
— Doce Tortura —
A dor de um beijo,
O machucar dos lábios,
O ósculo entorpecente,
A doce tortura de amantes sábios.
A dor do abraço,
O machucar de um sussurro,
O aprisionar de dois corpos,
Uma doce tortura de um amor obscuro.
O tocar,
O machucar de prazer,
Entorpecer, empolgar,
Sempre aumentando o meu querer.
Um pedido, uma promessa,
O insistir do não quero dar,
Nego, meu segredo não revelo,
Pelo simples prazer de ter seus lábios a me torturar...

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