sexta-feira, 9 de junho de 2023

Poética: Apostas da Vida

 


Um tabuleiro, dois jogadores, várias peças, muitas dores.
| Jogo Arriscado - Vanessa Araujo |

Para ser sincera, não faço ideia do que eu pensava quando escrevi esse poema, tudo que me lembro é de que fazia parte de um dos livros da série Filhos do Pecado. Porém, por algum motivo bem idiota, minha mente hoje não consegue se desprender das traições recentes. Enfim... Apostas da Vida, quando jogamos, sem que ganhar ou perder tenha importância, apenas jogamos, apostamos e vemos no que dá.

— Apostas da Vida —

Perdendo, ganhando,
Jogando, testando.
Nada importa, nada é meu,
Nada me pertence.

Eu jogo, eu aposto.
Não importa quem perde,
Não importa quem vence.

É tudo um jogo,
Apostas da vida,
Jogadas da existência,
Desde o começo, perdida.

Quem aposta,
Quem vence,
Quem perde.
Vaidade do coração.

Um é eterno,
O outro, por um tempo.
Um eternamente ganho,
Outro perdido pela vida,
E assim é o jogo da sedução.

Pois assim mesmo eu já via,
Já adivinhava o destino futuro,
Uma escolha minha,
Minha doce agonia.

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