Vamos falar sobre o primeiro volume da série Eclipse Sagrado: Ocultos. O sucesso dessa série foi inesperado para mim. A capa do banner acima, na terceira edição, se tornou uma das minhas preferidas. Ainda assim, não sei se agradou ao público. Porém, com vida nova no meu mundinho, trago a nova capa e uma sinopse mais instigante. Nenhuma vírgula foi alterada da série, pois sempre acreditei ter alcançado meu objetivo com Eclipse Sagrado. Bem, vamos entender como as coisas se desenrolam, ainda que de forma oculta, nas primeiras cenas da série.
SINOPSE: Um hospício, três internos, um cúmplice e uma fuga. Kendra e seus amigos são perseguidos pelo pior inimigo, o quarteto precisa apelar para o clichê de sempre: se separar. Com a ajuda de um misterioso salvador, eles conseguem escapar e se reencontram, cientes de que nunca mais serão os mesmos. O problema é que a liberdade dura pouco. Abordados por um mafioso que conhece o segredo da composição genética do quarteto e que, por tal motivo, anseia por colocá-los em seu time, os fujões do hospício são chantageados. Sem terem para onde seguir, pois o inimigo sombrio sempre estaria em seu encalço, aceitam a proposta do chefe da máfia, tornando-se mercenários muito bem pagos e sem um pingo de escrúpulos. No meio disso tudo está William, que se assusta ao ver Kendra, como se um fantasma do passado retornasse para assombrá-lo. Definindo um futuro, ocultando segredos, investigando o passado e deparando-se com um paraíso que exala magia, precisam enfrentar a fúria de um deus das trevas, uma peleja que não seria vista pelos olhos humanos, mas que bagunçaria tudo ao seu redor. Como consequência, corações se encantam e, da mesma forma, se quebram. Os antigos laços se rompem, e um guerreiro luta para provar sua inocência diante de um terrível assassinato. O jogo começou, uma nova era está prestes a surgir em Mystikal.
Sua jornada foi galgada em meio a muitos tormentos. Tanto tempo desperdiçou com o remoer de um ódio desnecessário... Kendra abriu mão da maior dádiva recebida, a sabedoria, e fixou seu trilhar nos ímpetos destrutivos. O martírio e a perda foram os prêmios encontrados na linha de chegada. E o que poderia desfrutar com esses troféus? Nada... Porque havia abdicado de uma vida de amor e de alegria para semear o nada... O coração de Kendra era como o inverno que despontava, um deserto congelante. Porém, havia um resquício de esperança. O inverno tinha um fim, assim como toda noite dava lugar ao dia. A semente brotaria, e a alegria seria renovada. Dependia dela... Somente dela...
Ocultos começa com um quarteto fugindo do hospício. Como eles foram parar lá? O mistério só é desvendado na metade do volume 2, Revelados, e totalmente escancarado no livro 3, Insanos. Em Ocultos, o enredo se foca em três pontos principais, que são:
• A autoria de um hediondo assassinato;
• Um fantasma do passado;
• Recuperar as quatro pedras.
Kendra é a protagonista, uma criatura supostamente insana que fugiu do hospício ao lado de Fred e de Matt, com a ajuda de Nicolai. Esse quarteto forma um novo time: Guerreiros Místicos (Mystikal Warriors). E eles entram na corrida contra os Dragões da Lua Negra (Black Moon Dragons) e Sombras da Lua Azul (Blue Moon Darkness). Essas três equipes lutam entre si para recuperar as quatro pedras poderosas. O problema é que poucos sabem o real poder dessas pedras, mas agem por instinto, cientes de que precisam reuni-las e juntá-las. O mistério das pedras é finalmente compreendido em Revelados, segundo livro da série.
No meio dessa corrida pelas pedras, temos William de um lado, diante de um fantasma do seu passado obscuro, tentando entender como Kendra pode ser tão parecida fisicamente e, ao mesmo tempo, totalmente discrepante em seus atos, com sua amada já falecida. De outro lado, temos Lucas Garner, que tenta explicar e convencer Kendra sobre a sua inocência diante de um terrível assassinato. Tudo que Kendra enxerga e busca é vingança. Ela se vê obrigada a lidar com William, desviando-se de suas investigações; com Garner, criatura que ela mesma já julgou como culpado; com a lideranças do seu time, em busca das pedras mágicas; com o mafioso Anatoly Kombarov, líder dos Dragões; e com Daniel Lopez, chefe das beldades da Lua Azul.
E como se a vida de Kendra não tivesse tantos tormentos para administrar, a guerreira ainda precisa se desviar de uma divindade sombria que a culpa simplesmente por ter nascido. Mas seus martírios não param por aí, pois uma figura conhecida ressurge para uma convocação: Dasthan, ex-instrutor de Kendra em Mystikal, exige o retorno da desertora. Bem, se ela fugiu do hospício por não ser louca, certamente esse elenco colabora muito para exterminar a sanidade da guerreira.
Diante dela, estava Aes Sidhe, o feroz monarca e guardião de um reino hostil, onde seus habitantes, apesar de belos, eram donos de atitudes terríveis e asquerosas. E Kendra tremeu, arfou. As batidas de seu coração se aceleraram, chegando ao ponto de se fazer ouvir em forte ribombar. Ou, talvez, fosse sua mente trabalhando em ritmo anormal. Nada no mundo a assustava, nem mesmo a morte. No entanto, a guerreira temeu o ceifador de seus sonhos, o algoz de suas mais loucas fantasias, o exterminador da felicidade plena. Ele parecia se agigantar em um simples sorriso, e Kendra se encolhia metaforicamente. O que a guerreira não sabia era o que Sidhe escondia em seu interior. O cerne de Kendra jamais buscaria outra compreensão, senão o medo, o pânico, a tortura mental que só existia em seu âmago. Ela nunca entenderia, enquanto não atinasse os sentidos em prol da única verdade que a salvaria. Contudo, essa era a reação natural de qualquer criatura atemorizada. O que poderia fazer diante de tão imponente e perigosa presença? Travar uma luta com Anatoly e sua filha era uma coisa... Outra, bem diferente e um tanto suicida, era empunhar a espada para enfrentar o pior e mais feroz dos inimigos. E Kendra precisou triplicar seu esforço para esconder o cagaço da fobia que sofria.


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