Hoje trago a vocês um release especial. Decidi resgatar um pouco do meu passado, separar o joio do trigo, selecionar tudo. Joguei fora os erros, guardei os acertos e os aprendizados que vieram com os lapsos. A série Arelli é um dos meus melhores acertos. Sempre digo que a série Arelli é a minha queridinha, pois foi a primeira que escrevi, e o fiz em homenagem a duas pessoas muito importantes para mim, pessoas que já partiram desta vida e que deixaram muita saudade. Quis eternizá-los nas páginas de um livro... um livro que virou série, afinal, minha mente viaja demais para se prender em apenas algumas páginas. Misturando anjos, demônios, vampiros, humanos, muito drama e muita ação, fiz minha salada mista, fantasiei situações que realmente vivi e transformei a dor em ficção. Esse foi um dos remédios para curar minha alma corrompida pela dor.
Mais que uma história, uma expressão de mim mesma!
Como já deixei claro na introdução deste post, a série Arelli foi escrita em homenagem a duas pessoas muito especiais para mim. Uma delas era meu namorado, a paixão da minha adolescência, o cara que destruiu meu coração quando deixou que a morte o levasse. Claro que se trata de um romance sobrenatural, envolvendo os seres mais fascinantes para mim: os anjos. Porém, em meio a tanta fantasia, há um pouco de realidade. Os nomes dos personagens são fictícios, exceto um: Emerson. Quem era ele, afinal? Um homem maravilhoso, uma pessoa deliciosa e engraçada, um homem digno de ser eternizado nas páginas dos livros.
Seguindo no assunto “Emerson”, há episódios da série, diálogos e situações diversas, que são verídicas – como o fato de ele desaparecer sem dar satisfações, a triste notícia de sua morte que recebi pela boca de seu pai, o tormento que destruiu meu coração... – A série foi feita para ele, uma homenagem ao meu anjo humano mais belo.
Não sei se as pessoas acreditam na existência de anjos, se creem que tais criaturas estão entre nós. Também não vou dar uma de louca dizendo que os vejo. Entretanto, quem nunca sonhou em ter asas e voar? Quem jamais caiu nessa fantasia que atire a primeira pedra – mas atire com cuidado, já levei tijoladas e tudo mais que possam imaginar, sem contar que não estou a fim de morrer apedrejada, mesmo que virtualmente. – Enfim, em toda essa teoria de Arelli, inventei uma história em que anjos, demônios, vampiros e fadas descendem das mesmas mãos, de um único Pai. Todos foram alados celestiais, todos foram filhos de Deus. Alguns caíram, tornando-se demônios. Outros estavam na Terra, materializados, tendo como punição um corpo que ansiava por vida – falo da origem dos vampiros, obviamente. – E outra classe celestial foi criada para tomar conta de cada pedacinho deste mundo maravilhoso que Deus nos deu: as fadas, as salamandras, as sereias, as ninfas, os duendes...
Misturando meu mundo de fantasias com a realidade, surgiu Arelli. De início, a série teria apenas seus seis primeiros volumes, e tudo acabaria ali. Contudo, estamos falando de Arelli, certo? Essa pequena fera não podia ficar esquecida em tão poucas palavras – e minha imaginação é fértil demais para acabar com a história em apenas seis livros. – E, assim, surgiram as novas fases da saga:
• TRILOGIA 1, KLAMATA: Quebrando as Regras | Promessas Quebradas | Rompimento Celestial
• TRILOGIA 2, ANGELOS: Anjo Humano | Anjo Perdido | Anjo Ferido
• TRILOGIA 3, STAUROS: Cruel Despertar | Doce Agonia | Última Queda
Às vezes o mundo nos decepciona, nem sempre tudo é como parece ser. Os amigos te traem, as palavras são falsas, quem deveria te apoiar acaba te odiando mais que tudo... Eu vivi esse tormento. Tal como qualquer pessoa, minha vontade era de espernear, sair batendo, distribuindo tapas por aí. Entretanto, como diria um dos meus melhores amigos e aliados na época, Arelli é meu “alter ego”. Foi por meio dessa personagem que descarreguei minhas raivas e minhas frustrações. O último livro da série – intitulado “Última Queda” – é o mais agressivo, pois foi escrito exatamente durante esses momentos de ira. Sim, fiz da literatura a minha válvula de escape.
Arelli é minha queridinha, porque foi a primeira. Quebrando as Regras foi o primeiro livro que escrevi, e lutei muito pela sua publicação. Tudo começou quando apreciei um Best seller norte-americano. Ao término da leitura, completamente encantada pelos vampiros daquele enredo, pensei: “E se eu fizesse isso? E se eu colocasse uma história no papel?”... Era um desafio novo. Um desafio que aceitei. Tomei gosto pela escrita e desenvolvi meu “novo” e suposto talento.
A série ficou exposta na internet por um tempo. Não completa, mas com booktrailers, releases e teasers que chamaram a atenção dos leitores. Arelli ganhou seus fãs, conquistou seguidores e admiradores. A anjinha recebeu inúmeros fanarts, desenhos perfeitos e, até mesmo, fanfics. Tenho tudo guardado com carinho e jamais irei me desfazer dos mesmos.
Escrevo somente sobre anjos, demônios e vampiros? Na maioria das vezes, sim. Mas também tenho meus personagens (supostamente) humanos em Loucamente Apaixonados, Sinai e Estocolmo. Também tenho minhas deliciosas e engraçadas fadinhas em Sedutora Magia, tal como meus guerreiros medievais na Saga Glaz Orla, meus fantasmas na série Spectrum, meus insanos druidas em Eclipse Sagrado, meus vikings na série Dinastia 9, meus nephilins de Filhos do Pecado e meus zumbis na obra Fenômeno Bio Infecto. Uma lista bem diversificada, eu sei. Desafios... Porque adoro um bom desafio!
Voltando a falar de Arelli, minha anjinha me rendeu momentos de prazer em cada frase escrita. Ver minhas filhas pulando de empolgação quando eu terminava um capítulo e o lia, pedindo a opinião sincera de ambas, foi a experiência mais gratificante da minha vida. E como uma coisa leva à outra, as ideias chegaram e os “spins-off” surgiram – pequenos adendos da série na visão de outros personagens, fatos que não poderiam ser narrados por Jessica, a protagonista da série.
No fim, toda essa brincadeira me custou dezoito livros, fechando a minha mais querida história. Então, você, novo leitor, deve estar se perguntando:
O que é Arelli?
Anjos que amam, isso é Arelli!
Espero que curtam e se divirtam com as terríveis aventuras dessa sedutora alada.

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