Hoje vamos falar sobre mais uma das minhas publicações, a série Filhos do Pecado. Apesar de não ser uma das minhas preferidas, foi uma das que mais fez sucesso na época do Orkut e do MSN. Essa turminha ganhou uma legião de leitores tão grande que me vi perplexa diante de tantos apaixonados. A comunidade Filhos do Pecado no Orkut tinha mais de 30 mil membros, leitores assíduos que nunca deixavam de comentar. Não posso negar, mesmo no anonimato (a série foi publicada com um pseudônimo), foi uma experiência maravilhosa ver meus filhotes do pecado sendo aplaudidos. Agora, trago um pouco deles aqui, no Mundo B-Fly.
A revolta expressa em palavras, levando-me a descobrir que os demônios são chamados de santos quando comparados aos humanos...
A série nasceu de uma forma inusitada, em um momento de fúria e desgosto. Bem, na verdade, foi após todo o instante de ira repentina. Arelli chegara ao seu fim e eu, basicamente, sofria de “depressão pós-escrita”. Então, escutando Lies, do grupo Evanescence, para me acalmar, veio a inspiração... Minha intenção era criar uma série “teen”, porém, intensa; uma nova versão de Arelli, só que mais contida e um tanto perdida, afinal, a protagonista seria uma eterna adolescente.
Enquanto a voz de Amy Lee me brindava com as intensas letras de “Lies”, decidi que a protagonista teria que armar seu reino em torno de “mentiras”, conforme sugere o título da música. Contudo, seria outra série com anjos?... Isso me atormentou um pouco, apesar de Arelli não ser apenas uma história de alados e demônios. Foi quando me lembrei que quase não descrevi sobre os nephilins. E a oportunidade estava ali, bem debaixo do meu nariz. Mas eu queria bases sólidas para o meu texto. Sendo assim, fui pesquisar em uma passagem já conhecida e citada no primeiro livro que escrevi: Quebrando as Regras – Arelli. – Um texto bíblico – Gênesis 6:4 – fez toda a diferença para criar a primeira cena: uma nephilin vagando pelo deserto em busca da passagem que a levaria à outra dimensão, ao mundo onde estaria a Cidade dos Nephilins. Foi assim que surgiu “Filhos do Pecado”.
A pergunta que o leitor deve estar se fazendo nesse momento é: A nova protagonista é a versão adolescente de Arelli?
Respondo: de certa forma, sim. Lienne tem as mesmas descrições físicas da minha anjinha preferida. Entretanto, a nephilin é contida, sabe a hora certa de atacar. Eu quis fazer um jogo de personalidades, coloquei o avesso de uma na outra. Enquanto Arelli faz o tipo audaciosa e afoita, dessas que não levam desaforos para casa; Lienne é contida e fria, raciocina e guarda seu ódio para externá-lo no momento certo. É assim que a adulta assume seu lado adolescente e vice-versa.
Os pontos altos da série são três:
• As mentiras de Lienne e toda a confusão que isso lhe causou;
• Suas transformações desde o entendimento dos erros até a descoberta de um novo amor;
• A capacidade que nem ela mesma sabia que tinha: a de amar acima de tudo, a de morrer por alguém.
Eu quis testar a aceitação do público e lancei os três primeiros volumes completos para degustação na web. Porém, o fiz com pseudônimo "Catherine Parthenie". Por quê? Porque não quis ser julgada ou elogiada pela minha carga de Arelli e Eshan, séries que já tinham sua bagagem de fama e adoradores – e por toda a confusão que surgiu na editora Arielli. – E, para minha surpresa, Filhos do Pecado foi um estouro! As resenhas foram surpreendentes...
Ok, não me considero tão boa assim, mas não posso negar a imensa felicidade que senti pela fama e legião de seguidores que conquistei com essa série.
Filhos do Pecado também tem seu lado sarcástico e divertido – mesmo confessando que cheguei a chorar ao escrever uma das cenas do terceiro livro, um fato raro para mim.
Um diferencial da série são os poemas que abrem gloriosamente cada capítulo, uma prévia do que o leitor encontrará nas cenas seguintes. Descobri meu lado “poética” com os Filhos do Pecado e, confesso, me surpreendi comigo mesma, pois não fazia ideia de que eu era capaz de criar um jogo de palavras que, em alguns títulos, chegava a ser complexo e enigmático.
E tal como aconteceu com Arelli, Lienne não pôde ter sua história com apenas uma série, minha imaginação é intensa demais para isso. Sendo assim, joguei-me de cabeça e passei a criar um mundo novo, dei vida a uma nova série: Filhos do Poder. No total, as aventuras de Lienne e seus amigos alados abrangem duas séries com seis livros cada, tendo um número exato de doze volumes.
• FILHOS DO PECADO: Cidade dos Nephilins | Êxodus | Nova Ordem | Apocalipse | Nefesh | Juízo Final
• FILHOS DO PODER: Neo Gênesis | Desavenças | Doce Pecado | Quatro Destinos | Inferno | Esquecidos
Findando o relato sobre Filhos do Pecado, não posso deixar de citar que, apesar da protagonista ter seu lado “Arelli” e algumas cenas semelhantes, Lienne é uma história à parte, uma criação diferente. Ela está magoada, foi traída e busca vingança. No fim, a nephilin ama mais do que ela mesma poderia imaginar, e é por amor que faz o que faz.
Cidade dos Nephilins é considerado minha obra prima por alguns leitores e amigos. Porém, para mim, foi uma experiência libertadora e completamente esclarecedora... Aprendi que os demônios podem ser chamados de santos quando são comparados aos humanos.
E esse foi meu novo mundo por um tempo. E para conhecer meu novo mundo, clique aqui.

Legal, gostei de conhecer mais à série
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