Ao contrário do que seria aceitável ou imaginado, Rompimento Celestial não foi o terceiro livro que escrevi, apesar de ser o terceiro volume da série. Minha mente fervilhava com outras cenas, então, para não perder o ímpeto, deixei a imaginação fluir e escrevi Anjo Perdido e Anjo Ferido (volumes cinco e seis, respectivamente). Só depois disso, relaxei, suspirei fundo, coloquei as ideias no lugar e ousei. Sim, os escritos de Rompimento Celestial são ousados – não tanto quanto Liberos Ignis, porém, com um toque bem apimentado. – E são chatos. Acho que é o mais enfadonho da série e, ainda assim, um dos mais importantes, pois revelam segredos cruciais. Ok, não é o meu preferido, mas tinha que existir. Vamos entender essa maluquice toda...
Qual o verdadeiro intuito do amor?
Por que sentimos esse martírio e nos deleitamos nessa dor?
Foi por amor que causei o maior rompimento celestial...
FICHA TÉCNICA:
• Título: Rompimento Celestial
• Volume: 3
• Série: Arelli | Klamata
• Autora: Vanessa Araujo
• Páginas: 276
• Formato: 14 X 21 cm
• ISBN: 978-85-6286-03.1
• Edição: 4ª edição/2021 - indie
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• O PRINCÍPIO
O verdadeiro início dessa história acontece no céu, com um pedido, uma profecia. Dessa forma, surge a mais bela criatura, diferente de todos os alados já existentes, uma fêmea dentre os másculos. Muitos a desejam, contudo, ela é astuta e os provoca.
Destemida, criada como uma fera, dotada de poder e grande ira, Arelli ataca. Com um simples olhar, a fêmea conquista. Um deles a deseja e, com isso, provoca uma guerra que se estenderia por milênios, alcançando a Terra.
Ao criar os humanos, Deus lhes permitiu o livre arbítrio. Aproveitando-se de tal situação, tramando um embuste com o intuito de ganhar o domínio sobre Arelli, um dos alados surpreende os novos filhos do Pai, proferindo injúrias e mentiras. Então, uma profecia é lançada... No momento certo, a colheita das almas aconteceria, o joio seria separado do trigo. Assim, Deus convocou seus protagonistas, traçou destinos e cruzou os caminhos para que tudo ocorresse conforme a sua vontade.
O que temos, então?
Temos Lúcifer, um filho rebelde, amando a nova criatura, desejando-a como jamais ansiara por nada, cobiçando a perfeição.
Temos um alado caído, vivendo entre os humanos, protegendo-a, amando-a à sua maneira. Akhil fica confuso com o que vê, com o que sente. Então, afasta-se.
E temos a tão desejada Arelli, que, aparentemente, habita a Terra, pagando por um crime, esquecida de todas as suas memórias, de sua existência no céu. Ela busca por respostas, por justiça. A leoa luta pela sua vingança, e seu ódio precisa ser aplacado. E apenas um deles é capaz de tamanha façanha.
Eis o triângulo passional de toda a trama.
“Sua dor cessou e a alegria o invadiu. Um beijo selou o acordo que um proferir não seria capaz de expressar. Lúcifer estava ébrio pela fêmea, tal como ela ficara pelo querubim. E o pecado não foi expresso com sentimentos nem com palavras, mas com atos”.
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• A VERDADE
Os primeiros capítulos mostram flashes de uma existência celestial e descrições explicativas sobre a hierarquia angelical, as dimensões em que as criaturas habitam, os tesouros sagrados e toda profecia apocalíptica. Depois, testemunhamos os passos de Jessica, a protagonista, no novo universo em que habita, mostrando seu sofrimento pela perda, a confusão com o novo sentimento que brota em seu peito, a ansiedade para saciar a fera e a insanidade que a assola ao descobrir como tudo deu errado, desde o plano do seu nascimento até se tornar um anjo. No final, o livro esquenta um pouquinho e deixa um mistério no ar, aguçando a curiosidade dos leitores para a segunda trilogia.
Novos personagens surgem, dando o ar de sua graça para crescer aos poucos na vida de Jessica. Porém, é Darius quem se destaca, o novo guardião da alada, um celestial de alta patente que tem como missão principal lhe revelar os mais preciosos segredos.
Jessica desperta toda sua fúria e, surpreendentemente, também a controla. Mas não por muito tempo... Ela conhece o outro lado do inferno, é quando toda sua selvageria vem à tona.
Quem pode detê-la?
Quem será o verdadeiro amor que poderá trazê-la de volta?
Esse é o mistério apresentado no início de Rompimento Celestial, de maneira sutil, em enigmas que serão desvendados na próxima fase. Porém, o enredo sofre uma reviravolta, mostrando que nem tudo é o que parece ser nessa história.
Apesar de confuso, o final da primeira fase se torna surpreendente, estarrecendo – de certa forma – os leitores, que ficam ansiosos para desvendar o verdadeiro segredo de Arelli e de todos que a cercam.
“Foi assim, mergulhada nessa imensidão dourada do fitar do guardião, que senti meu corpo arrepiar. O alado rompia uma barreira que nem a própria morte conseguiu ultrapassar. E esse era um tormento que eu não precisava viver, não naquele momento. Nem nunca. Porque existia uma promessa viva em meu coração, um juramento que não estava disposta a quebrar”.


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