Talvez este texto tenha uma harmonia um tanto clichê. No entanto, a alegria – e todos os outros sentimentos que nos atingem quando ela chega – nos torna um bando de bobos com atitudes infantis e, de certa forma, desconcertantes. Bem, ao menos para quem se importa com a opinião alheia. O fato é que, apesar de eu já ter sentido várias e várias vezes o gostinho de pegar minhas obras impressas nas mãos, “Ocultos” tem um sabor especial, tem gostinho de vitória, de realização, de superação, de redenção! Após tantas quedas – não com meus títulos, que isso fique claro, pois meus livros sempre me trouxeram orgulho e muita emoção –, a série Eclipse Sagrado se tornou um marco na minha existência, determinando o antes e o depois... A era da aflição ficou para trás, dando espaço para o trabalho duro e realizações plenas.
Depois de criar um mundo e dar vida a personagens inusitados – a maioria inspirada em pessoas reais –, ver o fruto dessa jornada ganhando forma e atingindo novos leitores é uma emoção realmente inexplicável. Ainda não encontro palavras para descrever o que sinto, e confesso que chorei quando recebi as enormes caixas com os exemplares da primeira edição de “Ocultos” nas mãos.
A série Eclipse Sagrado foi minuciosamente elaborada, escrita, reescrita e analisada milhares de vezes. Um intenso estudo sobre teorias e conceitos celtas foi obrigatório para chegar a esse resultado, e muito me alegrei com tamanha criação. É como ganhar a medalha de ouro no jogo da vida, vencer disputando comigo mesma... Superar meus limites, reavivar a chama de uma paixão quase perdida por um tempo, e recuperada com tal obra. Vencendo a torcida contra – para o desespero de muitos –, eu consegui. Melhor ainda, o apoio veio de onde eu menos esperava.
Enfim, peço para que me desculpem pelas palavras aleatórias e um tanto descoordenadas. Porém, ainda preciso de mais algum tempo para me recuperar dessa felicidade súbita que me invadiu. Afinal, após tantos tormentos, eu já estava desacostumada a isso. No momento, preciso curtir essa conquista, saborear aos poucos cada degrau galgado... Necessito do tempo que muito me foi negado. Além disso, também precisava compartilhar tamanho sentimento com aqueles que nunca me deixaram desistir: os amigos sinceros, minha família e, obviamente, meus amados leitores.
Com esta nova fase de Eclipse Sagrado – e em breve mostrarei as novas capas, deixando claro que as da primeira edição eram as minhas preferidas – e com o novo blog da série, a coluna “Palavras da Autora” serão marcadas, inicialmente, com três tópicos importantes:
• O INÍCIO
Eu queria escrever sobre magia, algo baseado na antiga religião celta, o druidismo. Há tempos tinha essa ideia na mente, porém, não sabia como começá-la. Foi quando passei a analisar meus amigos, meus filhos e meus familiares. Então, decidi – como sempre – misturar a realidade com a ficção. Novos personagens nasceram, com as mesmas idiossincrasias das pessoas que eu amava. Uma série de fatores e cenas reais ganharam um toque sobrenatural e... "voilà"! O enredo nasceu. E sim, eu estava altamente deprimida quando iniciei a série, com pensamentos sórdidos, fúnebres. Tanto que os prólogos dos quatro livros eram, inicialmente, páginas do meu diário de escrita. Foi uma fase muito tensa, excruciante, e a escrita me salvou, me impediu de cometer a loucura de me despedir da vida e de me atirar nos braços do ceifador.
• O AUTISMO
Meu filho, Juninho, é autista. E muita discriminação sofremos, ele e eu, por conta dessa particularidade da sua mente. Pessoas desinformadas não o entendiam, e o julgavam ao seu bel prazer, tal como as crianças, transformando a vida do meu pequeno príncipe em uma dura jornada. Usando as dores que marcaram nossos corações, abordei o autismo, colocando seus portadores como incompreendidos pela sociedade humana. Os autistas são anjos na Terra, essa é a alusão que coloquei na série.
• O DRUIDISMO
Ok, eis alguns assuntos que não se discutem: futebol, política e religião. Portanto, reservo-me no direito de não comentar tais particularidades. Meu nome significa borboleta, uma criatura que simboliza a transformação. Sendo assim, costumo dizer que sou uma criatura em constante evolução. E é isso... Aguardem pelos posts e poderão concluir o que quiserem com as minhas palavras. Obrigada pela compreensão.
Obviamente, há muito que contar sobre toda a criação de Eclipse Sagrado. Sempre que inicio um texto, também escrevo um diário, registrando todas as minhas emoções durante o processo – aliás, dei essa dica a uma amiga recentemente. – Então, como desejo publicar o "Guia da Série", vocês terão que aguardar um pouco mais para conhecerem minhas loucuras literárias.
Agradeço, de todo o meu coração, pelo apoio recebido, pela fé que muitos depositaram no meu trabalho. Essa conquista foi um esforço mútuo, é nossa! Portanto, vamos celebrar!
Enfim, é isso... Espero que gostem!

Nenhum comentário:
Postar um comentário