sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Autores Nacionais: Amor Pela Literatura

 


Falar de autores nacionais não é uma tarefa fácil. Sim, temos excelentes escritores, notáveis talentos. E não falo dos grandes nomes do passado. Não... Falo dos destaques atuais, dos contemporâneos. O problema é que uma crítica construtiva se torna motivo de guerra, pois mexe com o ego – tão inflado no mundo literário. – E a coisa se vira para o lado pessoal. O contra ataque surge, porém, no alvo errado. Como escritora, qualquer erro que eu destacar, com o intuito de ajudar, é motivo para me colocar no centro da arena, totalmente desarmada, à mercê das feras. Meu talento é descartado, e minha pessoa – assim como meus filhos e toda minha família – é enxovalhada em nível máximo. E como não sou nem um pouco bem quista nesse mundo, onde o tamanho do ego é o destaque, decidi deixar as críticas para as resenhas e, nesta nova coluna mensal, procurarei me comprometer apenas em apresentar aos meus leitores os preciosos – e dignos de aplausos – talentos nacionais da atualidade – que são sempre negligenciados diante da mídia.

Eu não sou nenhuma santa, nem tenho pretensão de ser, vivo repetindo isso. Neste post de apresentação, quero deixar claro que a coluna Autores Nacionais não é uma forma de redenção que busco. Longe disso. Aliás, quero mesmo ficar longe do mundo literário e permanecer aqui, no meu confortável e mágico Mundo B-Fly. O fato é que sei separar as coisas, e não é porque uma pessoa me destruiu publicamente ou me humilhou com palavras torpes, com algumas verdades e muitas mentiras, que me colocarei como hater do seu exímio trabalho. Caráter não tem nada a ver com talento. E meu caráter, assim como minha honra, incita-me a não fazer o mesmo que fizeram comigo: enxovalharam meu talento, meus escritos, meus personagens, meus livros – e, até mesmo, meus filhos – porque eu errei e passaram a me odiar. Não entro nesse jogo. Esse é meu caráter, e não preciso provar o meu talento. Ele é meu, existe, e não o jogarei fora, não abaixarei a cabeça apenas para satisfazer quem me odeia. O ódio é de quem sente. Só espero que seja feliz quem o sente, porque, quando odiei, tudo que encontrei foram trevas e tristezas. Graças a Deus, Jesus me resgatou desse mundo trevoso. 

Um livro surge na mente. Uma ideia se ilumina e, aos poucos, ganha forma. Personagens e cenários são construídos, tramas são concebidas, os vilões nascem e o enredo se desenvolve. Alguns levam anos, décadas até. Outros, nem tanto... E isso não significa talento maior ou menor, afinal, o tempo é relativo. Tudo é uma questão de perspectiva. Quando tudo é apurado, a história passa a ser escrita – digitada. – Depois de pronta, a escrita é revisada. Então, vem a parte mais divertida, aquela que gosto de chamar de “colocar o DNA no bebê”, ou seja, a capa. Texto revisado, capa pronta, enquanto o pedido de ISBN e de registro não saem, a diagramação é feita. Sim, esse bebê é registrado antes de nascer. E, para o parto, alguns detalhes são imprescindíveis, tais como tipos de papel para capa e miolo, laminação, quantidade de peças... É quando o filho nasce. Um livro é como um filho, concebido com amor. Como escritora, posso dizer com propriedade: nós nos apaixonamos pelas nossas ideias, pelas nossas histórias e, principalmente, pelos nossos personagens. É dessa união que surge o bebezinho literário. Pegar um livro é ter nas mãos o sonho materializado de alguém... alguém que se apaixonou, que se empenhou, que se dedicou de corpo e alma ao projeto. É exatamente como se tornar babá do filho alheio. E falar mal do filho dos outros é algo extremamente perigoso. Por sorte, existem os sensatos, que acatam a voz da experiência. Como mãe – real e literária –, tenho lugar de fala nesse sentido, e posso aconselhar.

“Que tal se isso fosse mudado por aquilo? Já imaginou que o final pode ficar menos clichê se mudarmos x por y?” – são as dicas que dou. Muitos me odeiam por essas dicas. Recentemente, descobri que um time de vilania pura invejou meu trabalho, meu talento para construir esses mundos literários, e tramou para me destruir, para me tirar da jogada, cobrando-me, colocando-me como a personificação da crueldade contra os filhos – literários – alheios. Tive minha cota de erros, e ainda que essa cota fosse infinitamente menor que a dos acertos, ficou claro que “mexer com o filho dos outros” é como pisar em campo minado.

Por que estou contando tudo isso? Também não sei... talvez seja para justificar minha cautela nessa nova coluna. Meu intuito é apresentar os autores nacionais, suas obras e os links de vendas. Não emitirei minha opinião pessoal sobre nada, a não ser que seja para elogiar. Na verdade, esses autores talvez nunca saibam que meu Mundo B-Fly os anunciou. Acho que até prefiro que seja assim, pois não tenho nenhuma outra pretensão com a coluna Autores Nacionais. Não busco parceria, não quero ser bajuladora nem nada do tipo. Eu simplesmente amo a literatura, e quero compartilhar esse amor que brotou em mim desde a mais tenra idade. Acredite quem quiser, cheguei em um ponto da vida em que não me importo mais com o que pensam. Tudo o que quero é paz para terminar de construir meu Mundo B-Fly e, acima de tudo, lutar pela salvação da minha alma.

Então, é isso... à partir de Outubro, darei um espaço no blog para apresentar nomes como Mirella Ferraz, Totta, Marcia Rubim, Simone Pesci, Monique Lavra, Dorinha Marinho e muitos outros. Afinal, minha grande paixão, a literatura, merece esse mimo.

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